quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Conhecendo a Cultura

No dia 26 de Agosto
Resolvi e viajei
Com os amigos da faculdade
Este dia programei
E tudo deu muito certo
Me diverti, adorei

A professora Ana Paula
Desejou-nos boa viagem
E pediu que no caminho
Observássemos a paisagem
Pra depois nitidamente
Lhe transmitir a mensagem

Chegando lá em Bezerros
O museu fomos olhar
De tudo nele existia
Nossa cultura popular
Tem boneco de Olinda
Tem cestinha e caçuá

Esses passeios são bons
Pra se conhecer a história
São momentos importantes
Que a Deus devemos dar Glória!
Tudo isso proporcionado
Pela professora Vitória

Também fomos ao museu
De Xilogravura e cordel
Encontrei com J.Borges
Achei que estava no céu
De inteligência tamanha
Se expressava no papel

J.Borges viajou
De avião nas alturas
Foi para o exterior
Levando sua cultura
Mostrando conhecimento
De grandeza e de Bravura

J.Borges analfabeto
Nem lia Nem escrevia
No papel de um bom filho
Ouvia o que o pai dizia
E com 10 meses de aprendizado
Cordéis já produzia

Saindo de bezerros com saudade
Do pião e maracatu
Boneca de pano e ioiô
Carrancas e papa-angus
Demos um tchau bem gostoso
E fomos à Caruaru

Chegando lá na cidade
Completou nosso destino
Museu de Luiz Gonzaga
Bonecos de Vitalino
Chapéu de coro e gibão
História de nordestino

Por volta do meio dia
Subimos para almoçar
Todos zurido de fome
Procuravam seu lugar
Barraco ou banco de feira
O importante era o paladar

Foi lá nos artesanatos
Que eu vi três passarinhos
Isso alegrou meu peito
E me encheu de carinho
Lembrei que meu pai criava
Três do mesmo jeitinho
Um galo de campina, azulão e canarinho

Ao nosso amigo André
Toda nossa gratidão
Que também é dedicado
Muito bom de direção
Responsável e paciente
Ficou no nosso coração

Foi lá no alto do Moura
Que tudo isso aconteceu
A alegria tão grande
Dos meus amigos a professora e eu
O dia não deu pra nada
Num instante anoiteceu.


Autora: Águida Nayara da Silva,
Agradecimentos a minha MãeMaria das Neves da Silva por ter me ajudado na construção deste cordel.
CORDEL – NÃO MAIS ENTRISTECIDO

Amigo, quero lhe dizer
que a vida busca só calma
coisa que nem a alma
consegue viver sem ter
procure sempre entender.
Como pode meu amigo
andar sem esperança
com alma que só pensa em vingança
e viver entristecido?

Amigo, preste atenção!
Nunca pare de sonhar
procure sempre lembrar
da família, tua criação.
Não caia na tentação
ande sempre na certa direção.
É tua herança de vida
coisa que não é vendida
mas que te protegerão.

Não sei se estou certo,
mas procuro com muita firmeza
afirmar e com certeza
que eles te querem bem perto.
Tu és um homem esperto
andais no caminho reto.
Tens virtude expressiva
isso é o que cativa
aqueles que te chamam pra um teto.

Por fim te digo:
Tu não te arrependerás
Pois não estará por trás
Nenhum cruel inimigo.
E assim caro amigo
não viverás perdido.
Viver só com esperança
e apenas boas lembranças
e não mais entristecido.

Aluno: Adelmo Leandro – 3º período de pedagogia

Folha em branco

Estou como uma folha em branco
Meu Deus o que falar
Se eu não escrever este cordel
A professora vai me reprovar


Escrever eu não sei bem
Falar é pior ainda
Imagine como será
Esse trabalho que não finda


Muita dificuldade eu tenho
Em fazer esse trabalho
Mas sabendo que dele preciso
Para ser laureada


Professora, peço ajuda
Estou muito angustiada
Mas venha em meu socorro
Pra que eu seja aprovada


Eu tenho dificuldade
Isso não posso negar
Muito esforço é necessário
Vou então me dedicar


Larissa Carvalho

comentario

Vida na Universidade – (Celma Pontes, 3º Período de Pedagogia)

Garanhuns – cidade das flores
Lugar de muita beleza
Em qualquer lugar por onde se vá
Se contempla a natureza

Cidade de muita sorte
Às vezes penso que não é real
Mas é justamente aqui
Que se encontra a Universidade RURAL

Aqui cheguei com curiosidade
Em busca de algo novo
Jamais podia imaginar
O que na verdade iria achar

O que encontrei nem lhe conto
Foi muito promissor,
Uns professores que diziam
Que eram professor doutor

Fiquei muito desconfiado
Resolvi observar
O que esses professores doutores
Teriam pra me ensinar

Ainda sem acreditar
Às aulas vim freqüentar
Conforme o tempo passava,
Mais interesssado eu ficava

Um discurso diferente,
Foi o que me apresentaram
Onde o aluno pode falar
E o professor escutar

Como não era acostumado
Fiquei muito desajeitado
Aluno crítico não fazia parte
Do estudo do meu passado

Na escola aprendi
A calar e aceitar
Como não fosse suficiente
Aprendi também a decorar

Hoje tudo é diferente
Desenvolvi potencialidades
Do estudo do meu passado,
Não sinto nem saudades

Estou no período terceiro
Licenciatura em pedagogia
CULTURA- ARTES-CORDEL
Também conheci a agonia

A vida aqui não é fácil,
Venha você comprovar
Mas é muito interessante,
Com a professora Vitória estudar.
CORDEL
EDUCAÇÃO – Porque ir à escola

Quando a criança chega na escola
espera nela encontrar
professores bem legais
e coleguinhas para brincar.
Vamos colocar nossos filhos
ainda pequenos para estudar
é preciso seguir no trilho
do trem do despertar
e na escola está o brilho
que irá iluminar.

O bom aluno gosta de ler
estuda muito e sabe fazer
da escola o seu segundo lar
assim, é bem melhor estudar.
A escola ideal
é muito fácil de imaginar
está muito longe do real
mas não é difícil de sonhar
temos que tentar
para o Brasil melhorar.

É na escola que se aprende
e se tem educação
lá a gente entende
o quanto é grande essa nação.
A educação é o mais importante passo
de uma longa caminhada
e é nesse compasso
que termina a jornada
e começa a esperança
de um futuro melhor para as crianças.

Com professores competentes
e alunos dedicados
o Brasil vai para frente
e a educação cresce um bucado
vamos ser inteligentes
pra deixar de ser atrasado.
Então preste atenção!
É preciso entender
que sem uma boa educação
não se tem como crescer.

Aluna: Daniela Ribeiro – 3º período de pedagogia.
Pedrinho Nordestino

Pedrinho era filho
De Pedro e Maria
Pedreiro, era o Pedro
E muitas casas construía

Na vida de Pedro havia,
Como em toda freguesia
Momentos de alegria
E também de nostalgia

Pois de tanto construir,
Pedro, casa não tinha,
Que Maria sonhava possuir,
Mesmo pequenininha...

Longe da escola, a moradia
Próximo às poluídas águas,
Era um barraco de taboas
Construído na periferia...

Alimentando seu sonho,
Roupas, Maria lavava
Enquanto Pedrinho risonho,
Feliz , à escola levava.

Apesar de pequenino
Pedrinho sonhava também...
Sonhava grande, o menino,
Ser engenheiro, ser alguém...

Seguiria do pai a profissão
Não como pedreiro servil,
Muito mais que um “pião”...
Seria engenheiro civil.

O tempo passa, a vida passa.
Pedro o pedreiro e sua lida
Ganha em pedra e massa
O pão que alimenta a vida...

Comem Pedrinho e Maria
O pão que Pedro lhes dá.
Lavando roupas todo dia,
Livros Pedrinho terá...

Ensino Fundamental e Médio,
Aos 17 anos, Pedrinho,
Concluindo no colégio,
Vestibular sai cedinho...



O garoto é “taludinho”,
Diz o Pedro a pensar.
Estou trabalhando sozinho...
Ele tem que trabalhar.

Argumenta com Pedro, Maria,
Que outro jeito haverá?...
Perdemos Pedrinho prá alvenaria
Pedrinho, com Pedro, trabalhará.

Interrompido, de Pedrinho o sonho,
O jovem põe-se a chorar...
Que destino tamanho!...
O rapaz deixou de estudar

Cinco anos em pedra e cal...
Vinte e dois anos tem Pedrinho,
Calosidades, mas um fanal...
Lume que alumia o seu caminho.

Janeiro, dia dois, aniversário
Maria mexe massa de milho
Dupla alegria no cenário
Volta a estudar o seu filho.



Comemoração com bolo de milho,
Nada melhor a fazer!...
EJA! Boa idéia!...qual pólvora de um rastilho,
Incendeia seus corações de prazer...

Pedrinho, os estudos retoma.
Tem pressa contra o tempo, avança!
O dia de pedra e cal não soma,
Mas a noite de estudo é poupança.

E assim tudo passa... tempo passa...
Na Universidade Federal, o Pedrinho,
Filho de Pedro e Maria da Graça
É Engenheiro Civil, Doutor de “Canudinho”...

Sim, porque achou de ser assim
Em Barcelona fez Doutorado
Obras em Europa e Brasil, sem fim,
Dono de Construtoras, bem instalado.

Pedro José da Silva, o Engenheiro,
Filho de Maria das Graças, lavadeira
E de Pedro Silva, o Pedreiro,
Unidos num só destino, a bandeira



De Paulo Freire, sábio nordestino,
Sua Pedagogia prá quem disciplina tem,
Se não estudou quando menino,
Um dia será “Doutor” também...

Nosso herói seguiu o exemplo.
Em EJA, buscou uma saída...
Viu na Escola, do saber, o templo
Pois a “batalha” não estava perdida.

...E assim, como toda história,
Essa também chega ao fim.
Aos pais de Pedrinho, a glória,
Também têm futuro, sim...

Pedro é mestre de obras,
Fez EJA , o Nível Médio,
Ajuda Pedrinho nas obras,
É profissional idôneo e sério.

Sempre sonhou estudar, Maria,
Fez EJA e prá UFPE Vestibular
Atualmente cursa Pedagogia
Pois, seu maior prazer é ensinar...



Família feliz, essa do Pedrinho!...
Sei que em Recife eles moram...
Não vos darei onde, é segredinho...
Façam EJA, os frutos não demoram.

Se for o seu caso, tome decisão.
Não fique apenas no sonhar...
Realize!Veja em seu sofrer motivação!...
Em EJA, o degrau primeiro, a vida ganhar.


Fim



Rafael Calumby do Nascimento






Licenciatura em Pedagogia
3º Período – Turma 2009.2